quinta-feira, 6 de outubro de 2011

saudade!

Breve em uma palavra
reduzo o dia, o mar, o mundo.
descubro-me pequeno,
... só para caber no coração.

Desponta no horizonte meu abraço minguante,
logo far-se-á cheio,
é que o amor é desordeiro,
palmilha o afago lisonjeiro,
tripudia quem opõe-se à seu mistério,
não colherá o amanhã.

Anseio, amigos, por um abraço
amoroso,
ouço o tempo, silencioso,
nos levando em mansidão.
Talvez, seja a minha despedida,
Talvez, seja eu a desmedida
cor que borra,
a suave dor que implora atenção.

Sou tão pouco que,
meu pouco, jorra,
transborda, alastra, margeia
o fundo de um mundo torto,
um belo mundo avesso
que nada faz, senão, nascer
e morrer, indefinidamente.


George D.T.