Há tempos imemoriais fazem-se os filhos,
Com suas demoras sufocantes
eclipsando os astros
Disparados na lentidão
de um átimo.
Disparados na lentidão
de um átimo.
Toda a diversão de um vagar
sem pressa.
sem pressa.
Devagar, vão desdobrando o tempo
com uma delícia entre os lábios,
Balbuciando os segredos
da fragilidade.
Entre homens e filhos
há uma eternidade.
Dos surgimento dos filhos
sabe-se que não há lembrança.
Talvez sejam da idade do cosmos.
Mas e os pais, quando se farão os pais?