domingo, 24 de abril de 2011

O indizível

Do amor?
O que nunca fiz foi calar-me, 

quando tudo o que pedia-me era silêncio.
Acusei-o insano.
Duvidei dele um tanto.
Mas tornei, dele não me alijo...

me abandono.
Já busquei mensurá-lo.
Que absurdo!
Para o amor não há medida. Não há termo, nem saída.
Ignorância me alcança quando o nomeio
e enfadonho, repito:
"Amo, amar é não ter palavras".

Amor, Misterioso Labirinto!


George D.T.


domingo, 3 de abril de 2011

Só em companhia.

A tristeza do Incompreendido

Soubesse não diria,
quem sabe não fala,
silencia.

A Dor é um eterno vir-ao-mundo.
A ponte? Um dissabor
prazeroso.
Ou seria a travessia?

Lanço-me outra vez.

Saberei o que me espera?
Que esta certeza nunca
me alcance.
A dúvida?
Algo temeroso,
mas vicejante.

Tantas metáforas à mão,
que fazer uso já me cansa.

Sofro por saber
o que não deveria:
Calar-me.

George D.T.
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Nas pegadas
vejo o torto.
Sigo-o.
Seguir tem sido
um desatino.
Escuto ao longe
um ensurdecedor silencio.


Tudo parece já dito,
que sobra-me falar
de restos,
como Manoel,
modelado pelo barro.

Cansei-me do ser
desgastei o estar.

Não me sobram verbos,
Não me prestam as palavras.

George D.T.






Vejam.
Não demora,
e toda luta desmedida,
toda dor e suas feridas...