Soubesse não diria,
quem sabe não fala,
silencia.
A Dor é um eterno vir-ao-mundo.
A ponte? Um dissabor
prazeroso.
Ou seria a travessia?
Lanço-me outra vez.
Saberei o que me espera?
Que esta certeza nunca
me alcance.
A dúvida?
Algo temeroso,
mas vicejante.
Tantas metáforas à mão,
que fazer uso já me cansa.
Sofro por saber
o que não deveria:
Calar-me.
George D.T.
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Nas pegadas
vejo o torto.
Sigo-o.
Seguir tem sido
um desatino.
Escuto ao longe
um ensurdecedor silencio.
Tudo parece já dito,
que sobra-me falar
de restos,
como Manoel,
modelado pelo barro.
Cansei-me do ser
desgastei o estar.
Não me sobram verbos,
Não me prestam as palavras.
George D.T.
Vejam.
Não demora,
e toda luta desmedida,
toda dor e suas feridas...


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