sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cuidado, a corda.

Tempos de dormência.



Ontem precipício.
Hoje, nada aquém,
ou além, de uma metáfora.
Entendam-me, a terra
dos deuses é o hospício.

Não se alivia uma dor
com desejos.
Tocar-se constantemente,
e a sensação de ausência
é um abandono.
Entoar mil maneiras
ao soletrar minhas carências,
e um coração escarninho.

O tempo é de dormência.

Olhar selvagem e caçador,
em um corpo frágil.
Saliva escorre pelos cantos.
A embriaguez se encarrega
da sensação de fracasso.
Descompasso revestido
de lassidão.

A vida não é só feita
de rimas.
E o amor, um canto mavioso,
que tem passado distante,
mas que deixa rastro.

George D.T.

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