Alguém, por favor,
sequestre-me.
Pesado me tenho andando
andar tem sido
um desafio grave.
Provo extremidades
e sinto meu corpo
umbral,
um feixe de luz.
Saboreio a ignorância
com a doçe ingenuidade de uma criança,
quão delicioso pode ser
inconsequente.
Rasgo amores inexistentes.
Inexistir é como a face mais cruel
de uma existência.
Dor de não havê-la,
e como dói.
E Sei, pois disso não se furta,
pretenso, falo do mundo,
mas é de mim
que insisto tecer
temeridades.
George D.T.
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